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A Qualidade do Amendoim:
Quando se noticia que em determinados produtos de amendoim foram encontrados teores de aflatoxina maiores do que os permitidos, cumpre-se o objetivo de alertar o consumidor sobre a má qualidade desses produtos.
Entretanto, esses alertas são quase sempre superficiais, e praticamente sentenciam o próprio amendoim como algo que não deve ser consumido, e distanciam o consumidor brasileiro do produto.
Além de ser um artigo de confeitaria de sabor inigualável, o amendoim é um alimento energético, pelo óleo que possui (comparável, com algumas vantagens, ao óleo de soja).
Mais notável ainda é a sua qualidade como fonte proteica. De 100 gramas de amendoim, extrai-se cerca de 25 gramas de proteína.
Em produtos desengordurados, esse teor sobe para 50 gramas.
O amendoim é um produto mundialmente consumido, tanto como alimento, como óleo, utilizado na culinária em geral.
O consumo mundial como alimento é da ordem de 8 milhões de toneladas.
Índia, China e Estados Unidos são grandes produtores e consumidores. Japão e países europeus como Alemanha, Holanda, França, Espanha e os do Reino Unido são países importadores.
No Brasil, o consumo de amendoim é da ordem de 100 mil toneladas de grãos, produzidos no próprio país.
A presença de fungos e bactérias nos alimentos em geral, não é fato raro.
A maioria desses microorganismos são comumente encontrados na natureza.
Por isso, todo alimento, antes de ser consumido, exige cuidados na sua produção, manuseio e comercialização, para que se previnam efeitos prejudiciais à saúde.
Em diversos produtos agrícolas, como o amendoim, o milho e a soja, quando não manuseados ou selecionados adequadamente, podem ocorrer determinados fungos que, no seu desenvolvimento, produzem a aflatoxina.
Ela é conhecida em todos os países que produzem ou consomem amendoim, e há normas que estabelecem os níveis dessa toxina a partir dos quais o produto é considerado impróprio para consumo.
No Brasil, essas normas também existem, assim como todas as orientações necessárias para que o amendoim seja produzido com segurança.
As medidas para que o produto chegue até o consumidor com a necessária qualidade devem ser adotadas em toda a cadeia de produção: da produção agrícola aos estoques do produto no varejo, passando pelos setores de beneficiamento e industrialização.
É importante salientar que em São Paulo, onde concentra-se 90% da produção brasileira, já há setores que estão produzindo amendoim com excelente padrão de qualidade.
São cooperativas e outros produtores independentes, além de indústrias equipadas com os mais modernos equipamentos e laboratórios para controle de qualidade.
Significativos investimentos estão sendo feitos para a produção de amendoim isento de aflatoxina, através da instalação de equipamentos para secagem artificial, prevenindo o aparecimento de fungos produtores da toxina.
Um outro aspecto preventivo importante refere-se à utilização de variedades mais adaptadas às nossas condições de clima e solo.
A variedade AC-Caiapó, por exemplo, apresenta uma série de características que, em conjunto, propiciam significativa redução de contaminações por esses fungos.
Ignácio J. Godoy
Pesquisador Instituto Agronômico
2)
Amendoim
O Amendoim é um produto consumido mundialmente.
Cerca de 8 milhões de toneladas anuais, destinam-se ao consumo como alimento in natura ou industrializado e 15-18 milhões são esmagados para fabricação de óleo comestível.
Suas inigualáveis qualidades de sabor e aroma o colocam como um dos principais produtos de confeitarias, para o consumo de grãos torrados, fritos e cozidos, ou como ingrediente na elaboração de doces, balas, bombons e pasta. Além de suas atratividades para o consumo, o amendoim tem importância como alimento pelo seu valor energético e nutricional.
Cada 100g fornecem 580 calorias e seu óleo contem altos níveis de ácidos graxos insaturados.
O amendoim é ainda uma rica fonte de proteínas (25% da massa dos grãos) e vitamina B, ácido fólico e minerais como cálcio, fósforo, potássio e zinco.
Japão, Indonésia e países europeus importam anualmente cerca de 5 milhões de toneladas de toneladas de grãos para confeitaria.
Estados Unidos e China juntos consomem cerca de 3 milhões de toneladas.
Nos Estados Unidos cerca de 500 mil toneladas são destinadas especialmente à fabricação da pasta ou manteiga de amendoim, consumida diariamente em sanduíches, em substituição a manteigas ou margarinas convencionais.
3)
Sobre as qualidades nutricionais do amendoim, há um fato interessante. Nos Estados Unidos, é muito comum consumir pasta de amendoim (peanut butter), principalmente no café da manhã, ao invés de manteiga ou margarina.
Esse hábito originou-se no início do século passado, quando essa pasta chegou a ser administrada como dieta alimentar a enfermos.
A partir daí, tornou-se comum o seu uso, expandindo a partir da década de 1940, de tal maneira que hoje, cerca de 500.000 toneladas de amendoim são destinadas anualmente para fabricação da pasta de amendoim.
4)
Você sabia que o amendoim além de conter proteínas, fibras e vários tipos de vitaminas e
minerais, também é rico em substâncias antioxidantes (conhecidas como fenólicas) cuja atuação no organismo pode contribuir para reduzir o colesterol.
Recentes pesquisas do ministério da agricultura dos Estados Unidos comprovam
que uma dúzia de amendoins equivale, para o colesterol a um cálice de vinho tinto.
Revista Vida & Saúde.
5)
O amendoim é a quarta maior cultura oleaginosa mundial. Os maiores produtores de amendoim são a China, a Índia e os Estados Unidos.
A importância econômica dos Estados Unidos está relacionada ao fato de suas
amêndoas possuírem sabor agradável e serem ricas em óleo (aproximadamente 50%) e proteína ( 22 a 30%). Além disso,
contém carboidratos, saia minerais e vitaminas, constituindo-se em alimentos altamente energéticos.
O Amendoim é uma planta originária da América do Sul, com provável centro de origem na região de Granchaco (Paraguai)
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